quarta-feira, 19 de novembro de 2014

IDIOTA À BRASILEIRA

Ele fura fila. Ele estaciona atravessado. Acha que pertence a uma casta privilegiada. Anda de metrô - mas só no exterior. Conheça o PIB (Perfeito Idiota Brasileiro). E entenda como ele mantém puxado o freio de mão do nosso país
 Ele não faz trabalhos domésticos. Não tem gosto nem respeito por trabalhos manuais. Se puder, atrapalha quem pega no pesado. Trata-se de uma tradição lusitana, ibérica, reproduzida aqui na colônia desde os tempos em que os negros carregavam em barris, nos ombros, a toilete dos seus proprietários, e eram chamados de "tigres" - porque os excrementos lhes caíam sobre as costas, formando listras. O Perfeito Idiota Brasileiro, ou PIB, também não ajuda em casa. Influência da mamãe, que nunca deixou que ele participasse das tarefas - nem mesmo pôr ou tirar uma mesa, nem mesmo arrumar a própria cama. Ele atira suas coisas pela casa, no chão, em qualquer lugar, e as deixa lá, pelo caminho. Não é com ele. Ele foi criado irresponsável e inconsequente. É o tipo de cara que pede um copo d¿água deitado no sofá. E não faz nenhuma questão de mudar. O PIB é especialista em não fazer, em fazer de conta, em empurrar com a barriga, em se fazer de morto. Ele sabe que alguém fará por ele. Então ele se desenvolveu um sujeito preguiçoso. Folgado. Que se escora nos outros, não reconhece obrigações e adora levar vantagem. Esse é o seu esporte predileto - transformar quem o cerca em seus otários particulares.
O tempo do Perfeito Idiota Brasileiro vale mais que o das demais pessoas. É a mãe que fura a fila de carros no colégio dos filhos. É a moça que estaciona em vaga para deficientes no shopping. É o casal que atrasa uma hora para um jantar com amigos. As regras só valem para os outros. O PIB não aceita restrições. Para ele, só privilégios e prerrogativas. Um direito divino - porque ele é melhor que os outros. É um adepto do vale-tudo social, do cada um por si e do seja o que Deus quiser. Só tem olhos para o próprio umbigo e os únicos interesses válidos são os seus.
O PIB é o parâmetro de tudo. Quanto mais alguém for diferente dele, mais errado esse alguém estará. Ele tem preconceito contra pretos, pardos, pobres, nordestinos, baixos, gordos, gente do interior, gente que mora longe. E ele é sexista para caramba. Mesma lógica: quem não é da sua tribo, do seu quintal, é torto. E às vezes até quem é da tribo entra na moenda dos seus pré-julgamentos e da sua maledicência. A discriminação também é um jeito de você se tornar externo, e oposto, a um padrão que reconhece em si, mas de que não gosta. É quando o narigudo se insurge contra narizes grandes. O PIB adora isso.
O PIB anda de metrô. Em Paris. Ou em Manhattan. Até em Buenos Aires ele encara. Aqui, nem a pau. Melhor uma hora de trânsito e R$ 25 de estacionamento do que 15 minutos com a galera do vagão. É que o Perfeito Idiota tem um medo bizarro de parecer pobre. E o modo mais direto de não parecer pobre é evitar ambientes em que ele possa ser confundido com um despossuído qualquer. Daí a fobia do PIB por qualquer forma de transporte coletivo.
Outro modo de nunca parecer pobre é pagar caro. O PIB adora pagar caro. Faz questão. Não apenas porque, para ele, caro é sinônimo de bom. Mas, principalmente, porque caro é sinônimo de "cheguei lá" e "eu posso". O sujeito acha que reclamar dos preços, ou discuti-los, ou pechinchar, ou buscar ofertas, é coisa de pobre. E exibe marcas como penduricalhos numa árvore de natal. É assim que se mostra para os outros. Se pudesse, deixaria as etiquetas presas ao que veste e carrega. O PIB compra para se afirmar. Essa é a sua religião. E ele não se importa em ficar no vermelho - preocupação com ter as contas em dia, afinal, é coisa de pobre.
O PIB também é cleptomaníaco. Sua obsessão por ter, e sua mania de locupletação material, lhe fazem roubar roupão de hotel e garrafinha de bebida do avião e amostra grátis de perfume em loja de departamento. Ele pega qualquer produto que esteja sendo ofertado numa degustação no supermercado. Mesmo que não goste daquilo. O PIB gosta de pagar caro, mas ama uma boca-livre.
E o PIB detesta ler. Então este texto é inútil, já que dificilmente chegará às mãos de um Perfeito Idiota Brasileiro legítimo, certo? Errado. Qualquer um de nós corre o risco de se comportar assim. O Perfeito Idiota é muito mais um software do que um hardware, muito mais um sistema ético do que um determinado grupo de pessoas.
Um sistema ético que, infelizmente, virou a cara do Brasil. Ele está na atitude da magistrada que bloqueou, no bairro do Humaitá, no Rio, um trecho de calçada em frente à sua casa, para poder manobrar o carro. Ele está no uso descarado dos acostamentos nas estradas. E está, principalmente, na luz amarela do semáforo. No Brasil, ela é um sinal para avançar, que ainda dá tempo - enquanto no Japão, por exemplo, é um sinal para parar, que não dá mais tempo. Nada traduz melhor nossa sanha por avançar sobre o outro, sobre o espaço do outro, sobre o tempo do outro. Parar no amarelo significaria oferecer a sua contribuição individual em nome da coletividade. E isso o PIB prefere morrer antes de fazer.
Na verdade, basta um teste simples para identificar outras atitudes que definem o PIB: liste as coisas que você teria que fazer se saísse do Brasil hoje para morar em Berlim ou em Toronto ou em Sidney. Lavar a própria roupa, arrumar a própria casa. Usar o transporte público. Respeitar a faixa de pedestres, tanto a pé quanto atrás de um volante. Esperar a sua vez. Compreender que as leis são feitas para todos, inclusive para você. Aceitar que todos os cidadãos têm os mesmos direitos e os mesmo deveres - não há cidadãos de primeira classe e excluídos. Não oferecer mimos que possam ser confundidos com propina. Não manter um caixa dois que lhe permita burlar o fisco. Entender que a coisa pública é de todos - e não uma terra de ninguém à sua disposição para fincar o garfo. Ser honesto, ser justo, não atrasar mais do que gostaria que atrasassem com você. Se algum desses códigos sociais lhe parecer alienígena em algum momento, cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus do PIB. Reaja, porque enquanto não erradicarmos esse mal nunca vamos ser uma sociedade para valer.


 Adriano Silva, Revista SuperInteressante, julho de 2014.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

MINI-DICIONÁRIO HISTÓRICO-GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO SUL

Esta atividade foi realizada com base na análise das músicas Querência Amada (Teixerinha); Céu, Sol, Sul, Terra e Cor (Leonardo) e Herdeiro da Pampa Pobre (Engenheiros do Hawai) durante a aula de História do Rio Grande do Sul no segundo ano do Ensino Médio, turmas da manhã. Após fazer uma interpretação das letras da músicas, os alunos montaram um dicionário ilustrativo com as palavras, personagens e expressões utilizadas pelos gaúchos. Aqui temos o resultado do trabalho das alunas Andreia e Carolina Martins da turma 22, sob a orientação do professor Fabrício Colombo, na área de Ciências Humanas, nos componentes curriculares de História e Geografia.
Parabéns as alunas pelo empenho e pelo belo trabalho realizado!


























segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O ÚLTIMO DIA DE POMPÉIA

O último dia de Pompeia
Asfixia no banheiro. Loucos por joias. Sexo com gladiadores. Histórias reais de vidas destruídas por um vulcão
Giselle Hirata e Emiliano Urbim
Se o mundo fosse acabar, me diz, o que você faria? Quando o monte Vesúvio explodiu na manhã de 24 de agosto do ano 74, cada um em Pompeia reagiu de uma maneira. Enquanto chovia fogo sobre a cidade romana, houve quem se apressasse para salvar seus bens. Gases venenosos dobravam as esquinas e encontravam gente que preferiu se abraçar a correr. Quando a lava cobriu as ruas, sepultou o cadáver de uma dama na casa dos gladiadores.
Uma coisa é certa: ninguém ali nunca havia visto nada parecido. Literalmente. A última erupção no que hoje é a Europa tinha ocorrido 1.700 anos antes, na ilha grega de Santorini. Nem existia palavra para descrever vulcão em latim. Nas primeiras horas, as pessoas ficaram escondidas, esperando que tudo se acalmasse e fosse possível curtir o resto do verão no próspero balneário. Como o Vesúvio não dava trégua, cuspindo fumaça e pedras em seguidas explosões, alguns quiseram fugir. Tarde demais: os portões da cidade já estavam bloqueados e o mar revolto pela erupção. Ao final do dia, 80% dos 20 mil habitantes estavam mortos.
A partir das posições em que os mortos foram encontrados, das roupas que vestiam e do que traziam consigo, é possível reconstituir seus últimos momentos. Saiba o que eles fizeram quando o mundo acabou.

CHUVA DE PEDRA
No alto do Vesúvio surgiram nuvens que pareciam fogueiras. Logo o chão tremeu e o topo do vulcão explodiu feito uma tampa de panela de pressão. A cidade foi bombardeada por uma chuva de pedras. Sem noção do que fazer, as pessoas foram para casa esperando passar.

CORRER OU MORRER
Poucas vezes dá para escrever isso literalmente: foi um salve-se quem puder. Num instante, as praças e as ruas esvaziaram. Quem não morava por ali, tentou se abrigar como pôde - debaixo de arcos e cúpulas, dentro de bares e lojas no centro. Os mais espertos ou apavorados trataram de deixar a cidade.

SEM SAÍDA
Uma multidão tentou deixar Pompeia pela Porta Stábia, principal passagem na muralha da cidade, no lado sul. Se depararam com uma saída bloqueada por escombros. Morreram ali, soterrados e aglomerados.

DINHEIRO NA MÃO É FUNERAL
Muitos cadáveres foram encontrados carregando dinheiro, relíquias e prataria. Uma mulher morreu do lado de fora de um hotel levando uma pilha de joias, incluindo um bracelete de ouro com a inscrição: "do mestre para sua escrava".

CASAL SEPARADO
Um homem e uma mulher tentaram fugir juntos pela rua principal. Mais frágil, ela caiu primeiro. Sem forças, talvez envenenado pelo gás, o rapaz também desabou. Apesar do esforço, não conseguiu tocar a mão dela pela última vez.

FAMÍLIA E PROPRIEDADE
Pompeia era uma cidade próspera, residência de muitos romanos ricos. Estes se recusaram a abandonar suas casas - permaneceram ao lado da família e de seus bens, aguardando que tudo voltasse ao normal. Em uma mansão, uma mulher colocou suas melhores joias, abraçou duas crianças e esperou pelo pior.

RUMO AO MAR
Alguns atravessaram a Porta Marina para chegar ao mar aberto e, quem sabe, à salvação. Mas o tremor de terra que acompanha toda erupção deixou o mar extremamente revolto. O porto e os barcos foram destruídos pela força das ondas, que atingiam alturas impressionantes. O jeito era retornar à cidade ou morrer na praia - onde foram encontrados vários corpos.

LAVA DEVAGAR
A lava do Vesúvio não matou ninguém. Quando o magma chegou à cidade, a população já havia sido vítima de pedras voadoras, gases venenosos, incêndios, desabamentos e asfixia.

UMA ÚLTIMA AVENTURA

Uma fofoca com 1.940 anos de idade: sabe a caserna dos gladiadores, atrás do teatro? Nem te conto o que acharam ali: o corpo de uma mulher rica e elegante. Tudo leva a crer que a nobre dama procurava uma aventura clandestina e foi surpreendida pela erupção.

MORTE NA LATRINA
O Vesúvio surpreendeu peões de uma obra em plena jornada de trabalho. Os pedreiros correram para um banheiro público e lá se trancaram. Vez ou outra abriam a porta para salvar a vida de um colega. Encheram o pequeno espaço e não deixaram mais ninguém entrar. A latrina os livrou dos bombardeios de pedras flamejantes, mas não foi capaz de salvá-los da asfixia.

UM DE CADA CINCO
Não deve ter sido fácil deixar a cidade: no meio de fumaça densa e chuva de cinzas, as pessoas correram sufocadas e cegas, tropeçando sobre mortos ou pisoteando vivos, que agonizavam e pediam ajuda inutilmente. Cerca de 20% da população conseguiu escapar.

CEMITÉRIO
Em meio ao pânico generalizado, alguns buscaram abrigo em jazigos e mausoléus de um cemitério ali perto. Uma mãe e uma filha tentaram se proteger em uma cova e acabaram morrendo soterradas. Famílias inteiras morreram ali, ao lado dos que há muito já tinham partido.

AJUDA DIVINA
Não é comum pensar nos antigos romanos como um povo muito religioso. No entanto, em vez de tentar fugir, muitas famílias preferiram ficar e rezar. Acabaram morrendo abraçados ou ajoelhados, em posição de reza, talvez pedindo clemência.

DE CENÁRIO DE TRAGÉDIA A MUSEU EM CÉU ABERTO
As lavas do Vesúvio cobriram Pompeia de uma maneira que após um tempo as pessoas nem conseguiam mais saber onde ela ficava. Os habitantes do vilarejo medieval que surgiu no local não faziam ideia de que viviam sobre um tesouro arqueológico. As ruínas foram reencontradas por acidente em 1599. Foram séculos de escavação até que a cidade viesse à tona, conservada pela ação das cinzas e da lava. Ironicamente, a tragédia que matou Pompeia permitiu que ela vivesse para sempre, congelada no tempo.


FONTES: Pedro Paulo Funari, professor do Departamento de História e do Laboratório de Arqueologia Pública da Unicamp e autor do livro A Vida Cotidiana na Roma Antiga e Grécia e Roma; Pompéia - Através dos Tempos, de Richard Platt; Life and Death in Pompeii and Herculaneum, de Paul Roberts.

 Revista SuperInteressante, março de 2014.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

ACONTECEU EM NOVEMBRO

1º de Novembro de 1512, os afrescos do teto da Capela Sistina, no Vaticano, são finalmente revelado sao público. Michelangelo, autor da obra, levou quatro anos para conclui-la.










No dia 8 de novembro de 1895, o físico alemão Wihelm Rontgen descobre o Raio X, marcando o início do estudo da radiação. POr seu trabalho, recebeu o Prêmio Nobel de Física de 1901.
















Em 15 de novembro de 1989 é realizada a primeira eleição direta para presidente depois de 21 anos de ditadura militar no Brasil. Fernando Collor de Mello venceu no segundo turno.
Fonte: Revista Aventuras na História, novembro de 2014.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

JOGOS OLÍMPICOS DE 1920 - ANTUÉRPIA

No pós-guerra, Antuérpia destruída abriga os Jogos e vê a estreia de um Brasil vencedor
  Dois anos após o fim da Primeira Guerra Mundial, a Bélgica foi o local escolhido pelo Comitê Olímpico Internacional para sediar a Olimpíada. Em um cenário de destruição, Antuérpia teve que se virar como pôde para abrigar o evento.
  O mais importante para as nações participantes era ter de volta os Jogos Olímpicos, cancelados em 1916 por conta do conflito. Ao indicar Berlim como sede da Olimpíada de 1916, o Barão de Coubertin, então presidente do Comitê Olímpico Internacional, ainda esperava contribuir para a paz na Europa e, assim, evitar o conflito.
  A iniciativa, porém, não deu resultado. Quando se iniciaram as hostilidades, Coubertin fez pressão sobre os outros membros do comitê para mudar a sede dos Jogos para os Estados Unidos ou para a Escandinávia, regiões naquele momento não envolvidas no conflito. O COI recusou a proposta e, em 1915, quando se tornou evidente que a Alemanha não teria condições de abrigar os Jogos, a entidade anunciou o cancelamento da Olimpíada.
  O adiamento deu ao Brasil a chance de se preparar melhor para conseguir uma boa campanha na sua estreia em uma Olimpíada. Com 29 atletas, a delegação nacional chegou aos Jogos mesmo sem ter ainda um Comitê Nacional. Convidado pelo COI, através de Raul Paranhos do Rio Branco, embaixador brasileiro na Suíça, os brasileiros alcançaram um desempenho que parecia promissor, com a conquista de três medalhas: uma de ouro, uma de prata e uma de bronze.
 A participação brasileira, no entanto, quase foi cancelada. Quando o navio Curvello, cedido pelo governo do Brasil, aportou na Ilha da Madeira, em Portugal, o comandante percebeu que a delegação só chegaria a Antuérpia no dia 5 de agosto. Para conseguir estar na cidade a tempo das provas de tiro, a equipe desembarcou em Lisboa e seguiu viagem de trem.
  Em cinco esportes (natação, polo aquático, remo, saltos ornamentais e tiro), os brasileiros tiveram bom desempenho apenas no tiro. O tenente do Exército Guilherme Paraense tornou-se o primeiro atleta brasileiro, e também sul-americano, a conquistar o ouro olímpico. O paraense de Belém venceu a prova de pistola de velocidade ou tiro rápido. As armas utilizadas pela equipe brasileira na disputa foram cedidas pelos norte-americanos, já que os brasileiros tiveram seu armamento e munição furtados durante a viagem.
 A medalha de prata foi conquistada por Afrânio da Costa, na competição individual de pistola livre. Nessa mesma categoria, o Brasil conquistou o bronze, só que por equipes, com Guilherme Paraense, Afrânio da Costa, Sebastião Wolf, Dario Barbosa e Fernando Soledade.
 O improviso
 Uma das exigências dos belgas, que foram invadidos pelos alemães, para abrigar a Olimpíada foi a exclusão dos países derrotados na Primeira Guerra, encerrada dois anos antes: Alemanha, Áustria, Bulgária, Hungria e Turquia. Dessa forma, pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos modernos, disputas políticas impediram a participação de algumas nações.
 Com pouco dinheiro para organizar o evento, os belgas construíram instalações precárias. A pista de atletismo, por exemplo, apresentava várias falhas e ficava impraticável em dias de chuva. Além disso, muitos atletas foram hospedados por famílias belgas. A competição só foi realizada graças à ajuda financeira de uma comissão de armadores navais e de vendedores de diamantes.
 Apesar dos problemas, os Jogos de Antuérpia trouxeram inovações. Pela primeira vez foi feito o juramento olímpico, que já tinha sido utilizado de modo experimental nos Jogos Intermediários de Atenas, em 1906. O texto original era o seguinte: "Em nome de todos os competidores prometo que participaremos nestes Jogos Olímpicos respeitando e cumprindo suas regras, com verdadeiro espírito esportivo, para maior glória do esporte e honra de nossos países".
 Em Antuérpia, o texto foi modificado com a intenção de dar um tom menos nacionalista, alterando as últimas palavras. A construção "de nossos países" foi substituída por "de nossas equipes". Em 1920, o belga Victor Boin foi o encarregado de pronunciar o juramento durante a cerimônia de abertura, com a mão direita levantada e a esquerda segurando a bandeira olímpica, em nome de todos os participantes.
 Pela primeira vez, somente os Comitês Olímpicos Nacionais puderam registrar os atletas participantes. Antes de 1920, algumas associações nacionais não oficiais enviavam representantes para as Olimpíadas.
  Também em Antuérpia apareceu a bandeira olímpica, com seus cinco anéis entrelaçados no fundo branco da paz, cada um de uma cor diferente (azul, amarelo, preto, verde e vermelho). Os anéis representam os continentes, mas, de acordo com o COI, é errado o conceito de relacionar uma cor específica a cada um deles. O comitê esclarece que as cores dos anéis, somada à branca da bandeira, representam todas as nações reunidas para participar da Olimpíada. (Uol esportes).
Quadro de medalhas
 Ordem PaísMedalha de ouroMedalha de prataMedalha de bronzeGoldSilverBronze medals.svg
1Estados UnidosUSA Estados Unidos41272795
2SuéciaSWE Suécia19202564
3Grã-BretanhaGBR Grã-Bretanha15151343
4FinlândiaFIN Finlândia1510934
5BélgicaBEL Bélgica14111136
6NoruegaNOR Noruega1319931
7ItáliaITA Itália1315523
8FrançaFRA França9191341
9Países BaixosNED Países Baixos42511
10DinamarcaDEN Dinamarca39113
11África do SulRSA África do Sul34310
12CanadáCAN Canadá3399
13SuíçaSUI Suíça22711
14EstôniaEST Estônia12 3
15BrasilBRA Brasil1113
16AustráliaAUS Austrália 213
17JapãoJPN Japão 2 2
17EspanhaESP Espanha 2 2
19GréciaGRE Grécia 1 1
19LuxemburgoLUX Luxemburgo 1 1
21ChecoslováquiaTCH Checoslováquia  22
22Nova ZelândiaNZL Nova Zelândia  11