sexta-feira, 30 de setembro de 2011

1989: 200 ANOS DE REVOLUÇÃO FRANCESA

Em 1989, a Revolução Francesa completou 200 anos. Até hoje, os ideais de cidadania plena forjados pelos revolucionários povoam nossas esperanças. Na ocasião, a Ática pôs à disposição dos professores um material especialmente pesquisado para as comemorações do bicentenário da Revolução. Como esse suplemento continua a ser um ótimo material para professores e estudantes, estamos disponibilizando-o agora numa versão digital, com circulação livre pela internet.
http://www.aticaeducacional.com.br/htdocs/Especiais/rev_franc/pag1.htm

GUERRA DO PARAGUAI

A Guerra do Paraguai teve seu início no ano de 1864, a partir da ambição do ditador Francisco Solano Lopes, que tinha como objetivo aumentar o território paraguaio e obter uma saída para o Oceano Atlântico, através dos rios da Bacia do Prata. Ele iniciou o confronto com a criação de inúmeros obstáculos impostos às embarcações brasileiras que se dirigiam a Mato Grosso através da capital paraguaia.
Causas 
Visando a província de Mato Grosso, o ditador paraguaio aproveitou-se da fraca defesa brasileira naquela região para invadi-la e conquistá-la. Fez isso sem grandes dificuldades e, após esta batalha, sentiu-se motivado a dar continuidade à expansão do Paraguai através do território que pertencia ao Brasil. Seu próximo alvo foi o Rio Grande do Sul, mas, para atingi-lo, necessitava passar pela Argentina. Então, invadiu e tomou Corrientes, província Argentina que, naquela época, era governada por Mitre. 
Reação da Tríplice Aliança 
Decididos a não mais serem ameaçados e dominados pelo ditador Solano Lopes, Argentina, Brasil e Uruguai uniram suas forças em 1° de maio de 1865 através de acordo conhecido como a Tríplice Aliança. A partir daí, os três paises lutaram juntos para deterem o Paraguai, que foi vencido na batalha naval de Riachuelo e também na luta de Uruguaiana. 
Batalhas e liderança de Duque de Caxias 
 Duque de Caxias : um dos líderes brasileiros no combate
Esta guerra durou seis anos; contudo, já no terceiro ano, o Brasil via-se em grandes dificuldades com a organização de sua tropa, pois além do inimigo, os soldados brasileiros tinham que lutar contra o falta de alimentos, de comunicação e ainda contra as epidemias que os derrotavam na maioria das vezes. Diante deste quadro, Caxias foi chamado para liderar o exército brasileiro. Sob seu comando, a tropa foi reorganizada e conquistou várias vitórias até chegar em Assunção no ano de 1869. Apesar de seu grande êxito, a última batalha foi liderada pelo Conde D`Eu (genro de D. Pedro II). Por fim, no ano de 1870, a guerra chega ao seu final com a morte de Francisco Solano Lopes em Cerro Cora. 
Consequências
Antes da guerra, o Paraguai era uma potência econômica na América do Sul. Além disso, era um país independente das nações européias. Para a Inglaterra, este país era um exemplo que não deveria ser seguido pelos demais países latino-americanos, que eram totalmente dependentes do império inglês. Foi por isso, que os ingleses ficaram ao lado dos países da Tríplice Aliança, emprestando dinheiro e oferecendo apoio militar. Era interessante para a Inglaterra enfraquecer e eliminar um exemplo de sucesso e independência na América Latina. Após este conflito, o Paraguai nunca mais voltou a ser um país com um bom índice de desenvolvimento econômico, pelo contrário, passa atualmente por dificuldades políticas e econômicas.
Fonte: Sua Pesquisa.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

CAPITANIAS HEREDITÁRIAS

Logo após o descobrimento do Brasil (1500), a coroa portuguesa começou a temer invasões estrangeiras no território brasileiro. Esse temor era real, pois corsários e piratas ingleses, franceses e holandeses viviam saqueando as riquezas da terra recém descoberta. Era necessário colonizar o Brasil e administrar de forma eficiente.
 Formação das Capitanias Hereditárias 
Entre os anos de 1534 e 1536, o rei de Portugal D. João III resolveu dividir a terra brasileira em faixas, que partiam do litoral até a linha imaginária do Tratado de Tordesilhas. Estas enormes faixas de terras, conhecidas como Capitanias Hereditárias, foram doadas para nobres e pessoas de confiança do rei. Estes que recebiam as terras, chamados de donatários, tinham a função de administrar, colonizar, proteger e desenvolver a região. Cabia também aos donatários combater os índios de tribos que tentavam resistir à ocupação do território. Em troca destes serviços, além das terras, os donatários recebiam algumas regalias, como a permissão de explorar as riquezas minerais e vegetais da região.
Estes territórios seriam transmitidos de forma hereditária, ou seja, passariam de pai para filho. Fato que explica o nome deste sistema administrativo.
As dificuldades de administração das capitanias eram inúmeras. A distância de Portugal, os ataques indígenas, a falta de recursos e a extensão territorial dificultaram muito a implantação do sistema. Com exceção das capitanias de Pernambuco e São Vicente, todas acabaram fracassando. Desta forma, em 1549, o rei de Portugal criou um novo sistema administrativo para o Brasil: o Governo-Geral. Este seria mais centralizador, cabendo ao governador geral as funções antes atribuídas aos donatários.
Embora tenha vigorado por pouco tempo, o sistema das Capitanias Hereditárias deixou marcas profundas na divisão de terra do Brasil. A distribuição desigual das terras gerou posteriormente os latifúndios, causando uma desigualdade no campo. Atualmente, muitos não possuem terras, enquanto poucos possuem grandes propriedades rurais. 
Principais Capitanias Hereditárias e seus donatários: SãoVicente (Martim Afonso de Sousa), Santana, Santo Amaro e Itamaracá (Pêro Lopes de Sousa); Paraíba do Sul (Pêro Gois da Silveira),Espírito Santo (Vasco Fernandes Coutinho), Porto Seguro (Pêro de Campos Tourinho), Ilhéus (Jorge Figueiredo Correia), Bahia (Francisco Pereira Coutinho). Pernambuco (Duarte Coelho), Ceará (António Cardoso de Barros), Baía da Traição até o Amazonas (João de Barros, Aires da,Cunha e Fernando Álvares de Andrade).

HINO RIO-GRANDENSE


O Hino Rio-Grandense é o hino oficial do estado do Rio Grande do Sul. Tem letra de Francisco Pinto da Fontoura, música de Comendador Maestro Joaquim José Mendanha e harmonização de Antônio Corte Real. A obra original possuía uma estrofe que foi suprimida, além de uma repetição do estribilho, pelo mesmo dispositivo legal que a oficializou como hino do estado - A lei nº 5.213, de 5 de Janeiro de 1966.
Oficialmente existe o registro de três letras diferentes para o hino, desde os tempos da Revolução Farroupilha até aos nossos dias, até que finalmente foi resolvido, por uma comissão abalizada qual seria a versão oficial, pouco antes dos festejos do Centenário da Revolução Farroupilha.
Fonte de Texto: Wikipedia

quarta-feira, 28 de setembro de 2011


O Arco do Triunfo (francês: Arc de Triomphe) é um monumento, localizado na cidade de Paris, construído em comemoração às vitórias militares de Napoleão Bonaparte, o qual ordenou a sua construção em 1806. Inaugurado em 1836, a monumental obra detém, gravados, os nomes de 128 batalhas e 558 generais. Em sua base, situa-se o Túmulo do soldado desconhecido (1920). O arco localiza-se na praça Charles de Gaulle, uma das duas extremidades da avenida Champs-Élysées.
Fonte de texto: Wikipédia.

A FORMAÇÃO DA PÓLIS GREGA

No desenvolvimento da pólis na Grécia, a dissolução das comunidades gentílicas se constituiu como um primeiro passo para o alcance de uma nova formação social. Até o Período Homérico (XII a.C. – VIII a.C.), as famílias gregas estavam situadas em pequenas unidades agrícolas em que o trabalho e a riqueza produzida eram igualmente divididos. Nesses moldes, a terra tinha uso coletivo e as atividades eram organizadas pela figura do pater.
 Ao fim desse período, observamos que as comunidades gentílicas entraram em crise a partir do momento em que as técnicas de produção não conseguiam distribuir recursos iguais entre os integrantes da comunidade. Com o passar do tempo, as terras mais férteis tiveram o seu acesso restrito aos parentes mais próximos ao pater. Com isso, muitos integrantes das comunidades acabaram se subjugando ao poder dos grandes proprietários ou se dirigindo para outras ocupações econômicas.
No decorrer do tempo, a questão da propriedade da terra estabeleceu o desenvolvimento de disputas e diferenciações sociais entre os gregos. Com isso, alguns genos estabeleceram alianças entre si para empreenderem a defesa de suas propriedades. Já nessa época, a nascente elite proprietária de terras protagonizou a adoção das principais medidas de ordem política. Paulatinamente, os proprietários de terras passaram a estender o seu poder.
Na medida em que os genos se associavam e dessa forma consolidavam sociedades mais amplas, as questões a serem resolvidas e as medidas a serem adotadas pelos gregos se tornavam cada vez mais complexas. As leis agora determinavam a cobrança de impostos, a realização de obras públicas, a imposição de sanções e a regulação do cotidiano daqueles que viviam nas pólis (cidades), nesse momento formadas pela reunião de várias comunidades gentílicas.
Do ponto de vista histórico, as pólis formadas na Grécia não só determinaram a presença de um tipo de organização demográfica mais extensa, foram de suma importância para que os gregos passassem a debater; elaborar e transformar as leis que regiam o seu cotidiano. Nesse sentido, transformavam a feição da política no mundo antigo ao não restringirem a mesma às antigas tradições orais ou a simples autoridade de um governante maior.
Não por acaso, a democracia se tornou um instituição política possível entre os gregos. Afinal de contas, o sistema democrático, mesmo que excludente naquela época, fazia jus a um comportamento político e uma concepção jurídica assentados no interesse de se refletir sobre o modo como a sociedade se organizava. Com isso, vemos que os gregos tiveram um peso indispensável para que muitas das teorias de pensamento político e jurídico atuais fossem possíveis.
Rainer Sousa

terça-feira, 27 de setembro de 2011

A INDEPENDENCIA DO HAITI

O ambiente mudancista do século XVIII, iniciado pela Revolução Francesa possibilitou a inspiração de diversos movimentos que lutavam pelo fim da exploração colonial nas Américas. As propostas de igualdade e liberdade do ideário iluminista ecoaram como uma esperança de transformação do ambiente colonial responsável por subordinar milhares de sujeitos que, por sua condição étnica e religiosa, eram utilizados como mão-de-obra sistematicamente explorada nas plantations e minas do continente americano.
Um dos mais impactantes exemplos dessa possibilidade transformadora aconteceu na região do Caribe, onde uma população de escravos conseguiu tomar o controle das instituições locais. Na região de São Domingos, tradicional espaço de colonização francesa, desenvolvia-se diversas monoculturas, principalmente de açúcar, que garantiam expressivas rendas à Coroa Francesa. Para o acúmulo dessas riquezas, os colonizadores franceses utilizaram de uma grande população de escravos africanos.
No ano de 1789, a França viveu um processo revolucionário inspirado na defesa de ideais de liberdade e igualdade. Ao saber das notícias e dos conteúdos da Revolução Francesa, os escravos oprimidos passaram a exigir a ampliação destes ideais revolucionários para a colônia de São Domingos. Enraivecidos pela dominação da elite branca e monarquista da colônia, um grupo de descendentes africanos liderados pelo alforriado François Dominique Toussaint, mais conhecido como Toussaint L’Overture, e o líder religioso negro Dutty Boukman iniciaram um revolução.
Em 1791, Toussaint L’Overture instigou os escravos a exterminarem a população branca do local. A rebelião se iniciava e os escravos logo receberam as primeiras ofensivas das tropas francesas. Tempos depois, outras expedições francesas, inglesas e espanholas tentaram tomar controle da situação instalada na ilha. No ano de 1801, L’Overture foi designado como o novo governador da ilha. No entanto, as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram mais uma vez a região e aprisionaram o governador, que morreu dois anos depois na cidade de Paris.
A morte de Toussanit não enfraqueceu as lutas dos escravos na ilha de São Domingos. Em 1804, o ex-escravo Jean-Jaques Dessalines organizou novos confrontos que deram a vitória à população negra e selou o fim da dominação francesa na região. No dia 1º de Janeiro, daquele mesmo ano, Dessalines tornou-se imperador do Haiti, nome originalmente dado pelas populações indígenas que habitavam a ilha de São Domingos.
Dois anos mais tarde, em 1806, Dessalines foi assassinado. A sua queda do governo provocou uma disputa interna que resultou na divisão dos territórios em dois regimes: um monárquico, e outro republicano. Somente em 1820, sob a liderança de Jean Boyer, os territórios do Haiti foram reunificados por um governo de orientação republicana.
Rainer Sousa

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A IDEIA DE REPÚBLICA INDEPENDENTE

De 11 de setembro de 1836 a 1º de março de 1845, o Rio Grande do Sul chamou-se República Rio-Grandense e considerava-se independente do governo brasileiro. Em meio à Revolução Farroupilha (ou Guerra dos Farrapos), o movimento contestatório que lutava, sobretudo, por impostos e taxas alfandegárias menores, uma parcela de seus combatentes que defendia a separação do Estado (na época província) do restante do império ganhou força.
 Entre os farroupilhas existiam muitas divergências e apenas uma minoria queria, de fato, a independência. Contudo, em um momento específico, motivados por vitórias em batalhas importantes e buscando revidar a repressão violenta que tiveram da monarquia brasileira no início, o grupo mais radical se fortaleceu e General Neto proclamou a república.
O professor de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Luciano Abreu, explica que, em comum, monarquistas e republicanos tinham apenas os ideais federativos (ligados à autonomia política da província) e a questão econômica. Por isso, a dificuldade em consolidar a república (obter reconhecimento) e construir uma unidade política.
A ideia de separação foi decorrente da insatisfação do poder centralizador em relação às reivindicações econômicas e políticas. Porém, mesmo com a proclamação, a monarquia continuava tendo aliados no sul do País. "A separação da província e a sua proclamação como estado republicano não foram reconhecidas pelo governo de Portugal. O Uruguai começou um processo de reconhecimento, mas ele não foi concluído. Na prática, esta foi uma república rebelde, na qual apenas a República Rio-Grandense se considerava independente", pontua Fabrício Indrusiak, professor de História do Grupo Unificado.
Raízes das ideias separatistas contemporâneas
A insatisfação dos combatentes na Revolução Farroupilha gerou uma cisão (não institucionalizada formalmente) do resto do País. Após o fim da Guerra dos Farrapos, traços desta ideia se transformaram e foram recriados pelos usos da história.
Abreu destaca que alguns grupos que possuem ideias separatistas costumam fazer uma leitura da Revolução Farroupilha, e constroem seus discursos a partir dos valores que lhe são caros. "Mas é preciso lembrar que outros estados, como a Bahia, também já proclamaram independência e nem por isso fala-se em separatismo baiano", adverte.
Legados da Revolução Farroupilha
Depois de 10 anos de batalha, conseguiu-se espaço na política. A província conquistou o direito de escolher seus governadores e também a diminuição dos impostos.
Porém, o legado que se perpetua até os dias de hoje é o fato de a Revolução Farroupilha ter se tornado o mito de origem do Rio Grande do Sul. A construção da identidade gaúcha ocorreu com as apropriações ideológicas e míticas dos personagens e feitos desta guerra. E, a partir de 1940, com a criação do movimento tradicionalista, houve um reforço deste imaginário social.
Fabrício Indrusiak afirma que, com o surgimento do movimento tradicionalista, precisou-se eleger um mito e, assim, a recriação da história permitiu enaltecer a figura de um povo desbravador, leal, politizado, guerreiro e que pode ser independente. Assim, o 20 de setembro torna-se uma oportunidade para os tradicionalistas do RS retomarem as práticas do passado e relembrarem os feitos históricos, que fazem parte do imaginário do que significa ser gaúcho.
Terra Educação.


AS ALDEIAS NEOLITICAS

O processo de sedentarização provocado pela Revolução Neolítica estabeleceu uma nova etapa no modo de vida do homem. A grande disponibilidade de alimento fez com que ele pudesse morar em um lugar durante um longo período de tempo, na medida em que a prática da agricultura lhe assegurava uma vida bem mais estável. Outra conseqüência direta foi o aumento da população humana, que naturalmente abriu caminho para a formação de comunidades bem mais numerosas.
 Dessa forma, a transformação promovida pela revolução agrícola veio acompanhada da formação das primeiras aldeias neolíticas. Entre 8.000 e 6.000 a.C., esse agrupamentos humanos numerosos haviam se espalhado na região sul da Europa, no norte da África e no sudoeste da Ásia. Toda a região do chamado Crescente Fértil se transformou na principal localização de grupos que apresentavam formas mais complexas de orientar suas relações e práticas cotidianas.
Em geral, a maioria dos integrantes da aldeia possuía um grau de parentesco entre si, tendo em vista que algumas poucas famílias extensas formavam o conjunto da comunidade. Também conhecidas como clãs, essas famílias se juntavam a outras para a formação de uma sociedade tribal. Nesse estágio, ainda não poderíamos citar a presença de um poder político superior, pois as principais decisões eram deixadas a cargo do membro mais velho de cada família.
Tempos mais tarde, a organização seria delegada à figura de um patriarca, que, por meio da escolha feita entre os principais líderes da aldeia, deveria ordenar as questões de cunho religioso, político e militar. As atividades exercidas eram inicialmente realizadas por todos, não havendo outras distinções que organizassem o papel de cada indivíduo na comunidade. Em determinados casos, essa divisão recaía somente sobre as incumbências permitidas aos homens e às mulheres.
O tipo de trabalho desempenhado ainda não havia se tornado um elemento de distinção social. A obrigação de cultivar os campos, regular as enchentes, cuidar dos animais domésticos, explorar as florestas, caçar, drenar os pântanos, fabricar tecidos ou moldar a cerâmica poderia recair sobre qualquer membro da comunidade. Havendo a rara disponibilidade de excedentes, a produção agrícola conseguida por uma aldeia neolítica era igualmente dividida entre sua população.
Com o passar dos tempos, essas sociedades aldeãs foram crescendo ainda mais, fazendo com que as atividades de cultivo fossem destinadas somente a uma parte da população. Dessa maneira, surgiram os camponeses, que trocavam os excedentes de sua produção agrícola por ferramentas, utensílios e outros produtos de seu interesse. A atividade comercial dava seus primeiros passos e com isso as relações econômicas e sociais ganhavam outra feição. Era dado início às primeiras cidades da Antiguidade.
Rainer Sousa


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

CHE GUEVARA

Ernesto Rafael Guevara de la Serna nasceu no dia 14 de junho de 1928, em Rosário, na Argentina. Primogênito entre os cinco filhos de Ernesto Lynch e Célia de la Serna y Llosa, teve sua formação ministrada principalmente pela mãe, figura forte em seu desenvolvimento político, pois apesar de ser católica, cultivava um ideal esquerdista em sua família, e mantinha relações com outras mulheres também muito politizadas.
Desde cedo Ernesto sofreu com crises freqüentes de asma, sua bombinha era companheira inseparável. Devido à doença, estudou inicialmente em casa, acompanhado pela figura materna, em meio a obras de Marx, Engels e Lênin. Na adolescência ele já cultivava o hábito da leitura, ao lado de autores como Júlio Verne, Baudelaire e Neruda, entre outros. Aos 12 anos, por causa dos surtos asmáticos, sua família mudou para Córdoba, onde morava próximo a uma favela. Apesar das barreiras sociais vigentes entre as classes mais prósperas na Argentina, Ernestito, como era conhecido, fez muitos amigos entre os favelados. A partir de 1944, a situação financeira da família começa a declinar e Che Guevara vai trabalhar como funcionário público, prosseguindo com os estudos. Ao entrar na Universidade, muda-se com os familiares para Bogotá e segue estudando Medicina, com um interesse especial pela lepra, e trabalhando para ajudar nas despesas de casa. Nessa época ele é dispensado pelo Exército por não possuir os atributos físicos necessários para o serviço militar.
Após a Segunda Guerra Mundial, cresce a oposição a Juan Domingo Perón, e Guevara participa dos protestos. Em 1951, ele inicia ao lado do amigo Alberto Granado e da antiga companheira, a moto chamada por eles de “La Poderosa”, a viagem que irá mudar a sua vida. Ao longo de um tour pela América Latina, não exatamente por pontos turísticos, mas por minas de cobre, aldeias indígenas e leprosários, convivendo com os oprimidos, olhando a realidade de um outro ponto de vista, mais crítico, durante oito meses, Ernesto modifica sua visão política, antes nacionalista, e escreve um diário sobre esta jornada fundamental em sua vida. No Peru ele pôde dar vazão á sua dedicação especial aos leprosos, quando então decide se especializar nesta doença. Indignado com as injustiças sociais que testemunhou, Guevara retorna para a Argentina, conclui o curso de Medicina e passa a se dedicar à política. Em julho de 1953, ele dá início à segunda travessia pela América Latina, passando pela Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, El Salvador e Guatemala, com seu amigo Ricardo Rojo.
Na Guatemala Guevara conhece sua futura esposa, a peruana Hilda Gadea Acosta e o futuro amigo Ñico Lopez. É ele que posteriormente o apresentará a Raúl Castro, no México. Ernesto presencia, na Guatemala, a dominação norte-americana se impor com tanta facilidade, instalando no comando do país um ditador subserviente aos interesses imperialistas, que, inconformado com a passividade da população local, percebe imediatamente o quanto é fundamental combater essa política dominadora.
Através dessas experiências, Guevara tece sua consciência política e opta pelo caminho revolucionário. Em 1954, dá-se o tão esperado encontro entre Ernesto e Raúl Castro, que o apresenta a seu irmão Fidel Castro. Este é, neste momento, o líder do grupo M26, ou Movimento Guerrilheiro 26 de julho, alusão à tomada do Quartel Moncada, em 1953, durante a qual Fidel tentou render o mais conhecido reduto de presos políticos em Santiago. Guevara está entre os 82 seguidores de Fidel que partem ao lado deste para Cuba, em 1956, depois de um célebre debate político entre Castro e Guevara, que se estendeu ao longo de uma noite inteira, e que definiu a participação de Ernesto neste movimento revolucionário que tentaria obter o controle de Cuba. Apenas doze deles resistem à morte em Sierra Maestra, após o desembarque em Cuba, no dia 25 de novembro de 1956. Apesar dos reveses, a vitória sobre a ditadura de Fulgêncio Batista foi completa. Guevara se torna um cidadão cubano em 1959 e transforma-se em um homem poderoso, o segundo na hierarquia. Muitos especialistas acreditam que sua formação marxista-leninista influenciou decisivamente Fidel na opção pelo comunismo soviético e na oposição aos Estados Unidos. Outros crêem que a reação radical dos EUA é que levou ao alinhamento com a URSS.
Embora tendo em Cuba todos os privilégios de um homem no poder, Che desejava levar a toda a América Latina o sonho revolucionário, e queria para isso o apoio cubano. Assim, abandona o governo e segue como guerrilheiro atrás dos seus sonhos. Mas, ao contrário da vitória cubana, ele agora só alcança derrotas – na Argentina, em 1964, quando vários membros de seu grupo são mortos; a outra no Congo Belga, depois chamado de Zaire e hoje conhecido como República Democrática do Congo; e finalmente na Bolívia, quando é morto, em nove de outubro de 1967. Apesar de ter entrado na Bolívia oculto, sem a barba e a boina que tinham se tornado características tradicionais dele, em novembro de 1966, ele não conseguiu escapar de seus algozes. Seu objetivo era criar um campo de treinamento da guerrilha, em um deserto no Sudeste do país. Mas foi preso no dia 08 de outubro, pelo exército boliviano, treinado pelos norte-americanos, e no dia seguinte executado com a autorização do presidente do país, o general René Barrientos, em uma escola da aldeia de La Higuera.
Com dúvidas sobre a identidade do guerrilheiro, seus executores amputaram suas mãos, na tentativa de reconhecer o corpo. Seus restos mortais ficaram por algum tempo ocultos, sendo encontrados em 1997, quando se comemorava os trinta anos de sua partida, enterrados no aeroporto de Vallegrande. As mãos foram misteriosamente contrabandeadas para Cuba. Hoje, Guevara é conhecido mundialmente como um dos mais célebres revolucionários de esquerda e até a revista Time Magazine o considerou uma das cem pessoas mais famosas do século XX.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O INICIO DO ROCK NO BRASIL

O "pontapé inicial" do rock no Brasil foi Nora Ney (conhecida cantora de samba-canção) quando gravou o considerado primeiro rock, "Rock around the Clock", de Bill Haley & His Comets (trilha do filme Sementes da Violência), em outubro de 1955, para a versão brasileira do filme.[1] Em uma semana a canção já estava no topo das paradas (mas Nora Ney nunca mais gravou nada no gênero, tirando a irônica "Cansei do Rock", em 1961). Em dezembro, a mesma canção recebia versão em português, "Ronda das Horas" (por Heleninha Ferreira) e outra gravada por um acordeonista, não tão bem sucedidas quanto a "original".
Em 1957, foi gravado o primeiro rock original em português, "Rock and Roll em Copacabana", escrito por Miguel Gustavo (futuro autor de "Para Frente Brasil") e gravada por Cauby Peixoto.[1] Entre 57 e 58, diversos artistas gravaram versões de músicas americanas, como "Até Logo, Jacaré" ("See You Later, alligator"),"Meu Fingimento" ("The Great Pretender" dos The Platters) e "Bata Baby" (Long Tall Sally de Little Richard).[2]
Embora em 57 o grupo Betinho & Seu Conjunto, de "Enrolando o Rock" tenha alcançado grande fama[2], os primeiros ídolos do rock nacional foram os irmãos Tony e Celly Campelo que, em 1958, lançaram o compacto Forgive Me/Handsome Boy, que vendeu 38 mil cópias. Tony gravaria mais dois singles até seu álbum em 1959, e Celly estourou em 1959 com "Estúpido Cupido" (120 mil cópias vendidas), chegando a ter boneca própria (com a qual aparece na capa de seu LP "Celly Campello, A Bonequinha Que Canta").
Os Campello também apresentariam Crush em Hi-Fi na Rede Record, programa totalmente voltado para a juventude, que revelou diversas bandas.Outros programas também surgiram para aproveitar a "febre" como Ritmos para a Juventude (Rádio Nacional-SP), Clube do Rock (Rádio Tupi -RJ) e Alô Brotos! (TV Tupi). Em 1960, surgira até a Revista do Rock.
Fonte: Wikipédia.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

BANDEIRA DO RIO GRANDE DO SUL


A bandeira do Rio Grande do Sul tem sua origem nos desenhos de rebeldes durante a Guerra dos Farrapos, em 1835, mas sem o brasão de armas até então. Sua autoria é controversa; alguns apontam Bernardo Pires, enquanto outros apontam José Mariano de Mattos.Ela foi adotada oficialmente, como símbolo do estado, logo nos primeiros anos da república. Mas especificamente, atrés do título VI da constituição estadual promulgada em 14 de julho de 1891.No entanto, nenhuma lei posterior foi promulgada regulamentando o uso ou descrição da bandeira.Todavia, Getúlio Vargas, durante o Estado Novo, suspendeu o uso dos símbolos estaduais e municipais, incluindo bandeiras e brasões. A bandeira só foi reestabelecida oficialmente no estado em 5 de janeiro de 1966, através da lei nº 5.213.Não há um consenso sobre o significado das cores da bandeira riograndense. Algumas fontes alegam que as cores simbolizam o auriverde do Brasil separado pelo vermelho da guerra. Há outras que afirmam ser a bandeira uma combinação do rubroverde da bandeira portuguesa com o aurivermelho da bandeira espanhola, o que faria todo o sentido em uma região de fronteira entre essas duas potências coloniais; há que se salientar, todavia, que à época da Revolução Farroupilha, as cores nacionais de Portugal eram o alviceleste, símbolo da monarquia, e que só mudaria para o rubroverde mais de meio século depois.Sabe-se que o lema escrito na bandeira do estado, tanto quanto os símbolos, estão diretamente ligados à Maçonaria, haja vista que a elite gaúcha militar e política à época da Guerra dos Farrapos era, em sua maioria, maçônica.
Fonte de texto: Wikipédia.
Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana. Fidel Castro.

MAQUIAVEL E O ABSOLUTISMO

A ascensão do absolutismo na Europa fez com que novos pensadores viessem a refletir sobre essa nova experiência política. Em geral, eles buscaram justificar o poder absoluto do rei com a constituição de teorias filosóficas favoráveis ao interesse que a nobreza e a burguesia tinham em legitimar o grande poder de intervenção concedido à autoridade monárquica. Esse processo de elaboração de teorias acabou estabelecendo novas perspectivas sobre o Estado, a política, o poder e a Nação.
 Um dos primeiros a formular ideias a esse respeito foi o pensador italiano Nicolau Maquiavel (1469 – 1527). Durante o período em que viveu, Maquiavel observou atentamente as diversas disputas políticas deflagradas entre os diversos reinos espalhados na Península Itálica. Ao observar a instabilidade gerada pelos recorrentes conflitos entre esses reinos, o teórico florentino começou a pensar sobre como seria possível o rei se manter no poder em meio às mais variadas adversidades.
 A partir dessa preocupação que ele concebeu “O príncipe”, uma de suas mais proeminentes obras políticas. Em meio suas reflexões, Maquiavel instaurou o trabalho com os conceitos de Virtude e Fortuna. O primeiro era concernente à capacidade do governante em escolher as melhores estratégias para o fortalecimento de seu poder. Já a Fortuna, se dirigia aos imprevistos que poderiam supostamente limitar o poder de ação do rei.
Para Maquiavel, o governante hábil deveria equilibrar a Virtude e a Fortuna para que assim pudesse garantir seus interesses. No entanto, para que esse equilíbrio fosse possível, o pensador sugeriu que os valores morais impostos pela fé e pela sociedade não poderiam restringir a ação do rei. Com isso, Nicolau Maquiavel promoveu a cisão entre Moral e Política tecendo sua célebre frase, onde pregava a idéia de que “os fins justificam os meios”.
Essa proposta do pensamento maquiavélico tinha grande influência dos valores individualistas que começaram a ganhar espaço no imaginário europeu. Talvez por isso, Nicolau Maquiavel fazia questão de frisar que o rei sempre estaria à mercê de inimigos egoístas interessados em destituí-lo de seu cargo. Entretanto, esse problema não poderia transformá-lo em um tirano. O bom rei deveria deter seus traidores desde que não fosse odiado a ponto de incitar uma grande revolta contra si.
A partir de então, Maquiavel salientou que o planejamento e a estratégia eram elementos indispensáveis para a preservação do Estado Absolutista. Ao mesmo tempo, sendo um homem fortemente marcado pelos valores da Renascença, Maquiavel não admitiu nenhum tipo de justificativa religiosa para explicar o poder real. Com isso, o pensador italiano primou pelas ações individuais humanas enquanto fontes de explicação das instituições políticas de sua época.
Rainer Sousa

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A FERRO E FOGO

O realismo triunfaria de maneira total em A ferro e fogo. A saga da colonização alemã, particularizada na luta pela sobrevivência e na identificação com as condições históricas rio-grandenses por parte da família Schneider, lembra como processo narrativo O tempo e o vento, de Erico Verissimo. Porém o sopro épico que anima as páginas do escritor de Cruz Alta é substituído por uma preocupação maior com o prosaico, com a mesquinha luta cotidiana, com a tarefa inglória de resistência em meio a uma terra estranha. A grandeza semi-ociosa dos dominadores cede aqui lugar ao ramerrão do trabalho. Aos gestos de intrepidez do capitão Rodrigo Cambará contrapõe-se o buraco onde, por largo tempo, Daniel Abrahão se esconderá; aos papéis de comando militar de Licurgo e do Dr. Rodrigo, a função subalterna do oficial Phillip Schneider; ao agnosticismo dos Cambarás, a religiosidade primitiva que aproxima a família alemã de Jacobina Maurer, futura líder dos Mucker, único ponto comum: a força recôndita das mulheres, já que a imigrante Catarina tem muito de Ana Terra, mais ainda de Bibiana, com seu senso prático e seu desassombro.
A história é virada pelo avesso. As atribulações, as guerras, os confrontos pelo poder descem dos céus sem que os imigrantes possam compreender o significado dos mesmos. Nada de ufanismo ou cantos laudatórios. Quando Phillip Schneider volta para casa, depois de ter lutado na Revolução Farroupilha e na Guerra do Paraguai (em A ferro e fogo - Tempo de Guerra ), ele não ganhou nada e seu único desejo é dormir.
Mais uma vez a metáfora da paz e do esquecimento.
"Quando Jacob saiu, ele ficou afofando o travesseiro com as mãos, alisando os alvos lençóis e pala sua cabeça desfilaram todos aqueles bons companheiros que haviam ficado para trás. Mas quando assoprou a chama do lampião de bela manga lavrada e afundou a cabeça nos panos macios, dormiu logo, como se fizesse aquilo pela primeira vez na vida." Sempre chamou a atenção o carinho de Josué para com as suas personagens femininas.
Você lê A ferro e fogo e descobre uma mulher como aquela Catarina. Pronto. Nunca mais as mulheres que você conhecer serão as mesmas. Mudaram também aquelas que você já conhecia antes de ler sua ficção. Nenhum escritor percebeu tão profundamente a índole da alemã imigrante quanto Josué. Quer dizer, a literatura brasileira deu a um Guimarães a tarefa de desvendar a alma tedesca num exílio optativo - o Brasil.
A narrativa se passa no Rio Grande do Sul ( abrangendo as terra que hoje correspondem ao Chuí, Santa Vitória do Palmar, São Leopoldo, Porto Alegre, Rio Grande e Portão), no tempo do Império, num ambiente hostil, pobre e violento durante e após a guerra da Cisplatina, onde os personagens principais vivem em meio a bugres, negros, castelhanos, gaúchos, soldados e alemães.
Resumo:
O governo brasileiro estava trazendo imigrantes da Alemanha para o Rio Grande do Sul, com a promessa de que eles receberiam terras, sementes, animais,... Dentre esses imigrantes estava a família de Daniel Abrahão Lauer Schneider, que se instalou na Real Feitoria de Linho Cânhamo [ atual São Leopoldo]. Ele, sua mulher Catarina e seu filho Phillip viviam em condições miseráveis.

Daniel e um grupo de amigos se reuniam para beber e Grundling era quem pagava essas bebedeiras. Um dia, Grundling propôs um negócio para Abrahão, ele daria todas as condições para uma viagem ao sul do estado, forneceria um casal de escravos, um índio chamado Juanito e terras, mas Grundling não especificou qual era o negócio, disse apenas que iriam armazenar mercadorias. Daniel estava indeciso, quem optou por ir foi Catarina, pensando no futuro de seus filhos. Depois de alguns dias de viagem, chegaram ao local e começaram a realizar as reformas necessárias. Apareceu por lá Harwether, uma amigo das antigas bebedeiras, trazendo as mercadorias que deveriam ficar guardadas ali até Mayer ir buscá-las.

Já estavam há algum tempo no negócio, quando se iniciou a Guerra da Cisplatina, e Daniel descobriu que as mercadorias armazenadas por ele eram armas e os castelhanos já estavam desconfiados do contrabando. Certa vez, Juanito viu uma tropa aproximando-se, avisou Catarina que ordenou a Daniel que se escondesse em um poço e ela mentiu para os soldados castelhanos que o marido não estava. Eles descobriram as armas e as levaram. O movimento de soldados era contínuo, não só de castelhanos com também de brasileiros, por isso Daniel permaneceu vários meses no poço que ate já estava mais estruturado. Catarina foi violentada por soldados e Juanito ficou coxo por causa das surras. Mayer mentiu em São Leopoldo que Daniel contrabandeava armas para os castelhanos, por isso os soldados brasileiros também estava atrás de Daniel.

Enquanto os Schneider passavam dificuldades, Grundling e seu amigo Major Schaeffer, amigo da Imperatriz Leopoldina, se divertiam com bebedeiras e prostitutas. Grundling, a pedido do doutor Hillebrand, decide ajudar uma moça deixada por bugres na cidade. Com o passar do tempo ele se apaixona pela moça chamada Sofia, casa com ela e tem filhos.

Aparece na estância dos Schneider um soldado chamado Ostereich, um alemão convocado para lutar na guerra, informa Catarina sobre o fim da guerra da Cisplatina e que ele voltava para São Leopoldo. Catarina menciona o desejo de deixar aquelas terras e ir para São Leopoldo. Então eles entram em um acordo, ela trocaria as terras pelas propriedades de Ostereich.

Os Schneider foram para lá e Catarina decidiu que Daniel voltaria a exercer sua profissão de origem, a de seleiro. Além disso, abriu vários empórios, e já estava fazendo concorrência aos empórios de Grundling. Daniel ficou traumatizado com a guerra e constrói um alçapão para permanecer durante a noite.

Grundling descobriu que Catarina estava na cidade e foi falar com ela. Foi recebido hostilmente com uma arma empunhada por ela, sendo inviável a comunicação ele retornou para casa. Enquanto isso, havia uma conspiração por parte dos alemães que reclamavam da demora na entrega das terras prometidas, houve algumas mortes de alemães o que aumentava ainda mais a revolta.

Grundling não permitia que a esposa saísse às ruas pois eram sujas e ele não gostaria que ela tomasse sol e queimasse sua pele branca. Sofia acabou ficando anêmica e morreu. Catarina resolve ir acertar as contas com Grundling, em quem ela colocava toda a culpa pelas desgraças que aconteceram em sua vida. Quando chega ao local, Grundling pensa que ela vem em solidariedade por causa da morte da esposa. Ao olhar a profunda tristeza que invade Grundling, ela desiste do seu objetivo [matar], esquece seu velho ódio e segue junto a ele o cortejo, contendo o choro.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

POSSIBILIDADES DE TEXTO E ESCRITA NA INTERNET

Ao longo dos anos, professores e alunos estiveram “presos” ao livro didático, como uma das poucas formas acessíveis como material a ser utilizado em sala de aula; claro que, não esquecendo do velho quadro negro. Nos últimos anos, principalmente, a última década ocorreram mudanças nessa estrutura, principalmente no que se refere ao avanço da informática: primeiro o computador e depois a Internet.
            As possibilidades de uso da mídia impressa na educação são incontáveis. Os recursos tecnológicos nos possibilitam formatar jornais escolares, revistas, panfletos. Os meios eletrônicos através da internet por sua vez, nos possibilitam a publicação de textos escritos em blogs e em redes sociais, como também realizar pesquisas para a produção de texto.
            Aliás, a produção de texto é fundamental na evolução da aprendizagem dos alunos, assim como a leitura. Uma coisa está intimamente ligada à outra. Quem tem o hábito da leitura, irá escrever bem melhor do que aquele não tem esse costume. É de suma importância para a formação do aluno e para a transmissão do professor que seus educandos tenham um bom entendimento daquilo que estão lendo e saibam se expressar através da escrita, que continua sendo a forma mais importante de avaliação. Pois é através da escrita do aluno que ele se comunica com seus professores; principalmente, no que se refere à transmissão de sua aprendizagem. Apenas os meios estão se transformando, mas a essência ainda é o talento humano.
            É evidente  que para usar esses novos meios,  as escolas tenham que ter esses recursos: computadores e internet.  A partir daí um mundo de possibilidades se abre. Muitas coisas pode se aprender ao produzir um texto usando um computador ligado a internet. Primeiramente, fazendo com que os estudantes pesquisem um assunto previamente escolhido pelo professor, assim como, a explicação dos objetivos que se quer com a realização da atividade. Os alunos ao mesmo tempo em que pesquisam sobre uma temática, história, por exemplo, não estão adquirindo conhecimento só referente à disciplina em questão. Estão aprendendo a navegar pela internet, usar os recursos para formatar suas produções.
            Dependendo dos objetivos do professor ele pode cobrar a elaboração de um texto conclusivo, a confecção de um panfleto até a elaboração de um jornal, onde toda a turma participa coletivamente para a edição do mesmo. Além disso, existe a possibilidade de publicação dos trabalhos na rede social, através de blogs, sites e outros meios afins. Isso é importante na valorização do trabalho escolar que assim ultrapassa os “muros” da escola, valorizando dessa forma o trabalho dos estudantes que são vistos e discutidos por uma gama muito maior de pessoas e não só analisado pelo professor que lhe dá uma nota. Dessa forma, o trabalho realizado não tem mais um único objetivo aprendizagem-avaliação, a internet possibilita a troca de informações e conhecimento de forma muito ampla.
            É bom observar, porém, que ao trabalhar com crianças e adolescentes e, muitas vezes até adultos, o professor terá o cuidado de advertir seus alunos para a apropriação de texto alheio sem dar as devidas referências e que a produção de texto não é encontrar o assunto que se pesquisa “copiar, colar, imprimir ou postar” e pronto. Além de ser ilegal, também é imoral e não contribui em nada para a educação. Por isso, o professor deve sempre exigir uma conclusão, onde ele poderá perceber se o texto escrito é realmente uma produção de estudante ou não.
            Outro problema para a utilização da internet para a produção de textos é a questão da maioria dos professores ainda não saberem usar esses recursos e, muitos deles acabam não se preocupando com questões importantes. Para passar uma imagem de moderno que utilizam os novos recursos, os utilizam sem um devido planejamento e sem objetivo algum. Contribuindo dessa forma para o uso incorreto de uma poderosa ferramenta para a educação.
Fabrício Colombo.

A DIVISÃO DAS TERRAS FEUDAIS

Para organizar a exploração das terras no feudo, senhores feudais e servos utilizavam uma série de critérios organizacionais. Essas formas de organização facilitavam o controle sobre a rotina dos servos e a regulamentação das várias taxas impostas sobre a produção agrícola. De fato, sem o emprego desses critérios, a delimitação do uso das propriedades seria um tanto quando mais complicado.
Geralmente, as terras eram dividas em três categorias elementares: o manso senhorial, o manso servil e o manso comunal. O manso senhorial correspondia à metade das terras cultiváveis em todo o feudo. Os alimentos ali produzidos eram integralmente repassados ao dono das terras e o servo tinha a obrigação de dedicar entre três a quatro dias da semana ao cultivo destes terrenos.
Logo abaixo, temos a demarcação do manso servil. Do ponto de vista legal, a posse do manso servil tinha natureza dupla: uma posse legal, pertencente ao senhor do feudo; e uma posse útil estabelecida pelo servo. Por meio do uso dessas terras o servo retirava a produção necessária para a obtenção de seu sustento e o pagamento dos vários tributos e obrigações exigidos pelo senhor feudal.
O manso comunal era compreendido como todos os terrenos da propriedade que poderiam ser utilizados concomitantemente pelo senhor feudal e os seus servos. Na maioria das vezes, o manso comunal correspondia aos bosques e pastos onde poderia ser feita a criação de animais, o recolhimento de alimentos silvestres, a caça e a obtenção de lenha.
Observando esse processo de divisão de terras, podemos notar claramente que o senhor feudal tinha controle sobre a grande parte da produção agrícola. Além de contar com toda a riqueza gerada em seu manso, ainda extraía uma porção dos produtos do manso servil sob a forma de imposto. Dessa forma, é possível compreender que as relações servis eram cingidas pelo signo da desigualdade.
Rainer Sousa

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

MEC pode ampliar número de dias letivos por ano

O Ministério da Educação está estudando uma proposta que prevê o aumento do numero de dias letivos no calendário escolar oficial.  A proposta foi divulgada pelo nesta terça-feira (13) pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante o seu painel no congresso “Educação” uma Agenda Urgente”.
Assim, o ano deixaria de ter 200 dias e passaria a 220 dias de aula. O MEC pretende realizar o aumento de forma gradual, chegando a meta de 220 dias nos próximos 4 anos.
“Ou ampliamos o número de horas por dia ou, caso não haja infraestrutura para isso, aumentamos o número de dias letivos. Mas essas alternativas não são excludentes”, comentou Haddad. O ministro ainda disse que o MEC já participou se reuniões junto ao Conselho Nacional de Educação e a União nacional dos Dirigentes Municipais de Educação. A proposta ainda está em fase inicial, já que é necessário que as entidades concordem com o projeto para então enviar para o Congresso Nacional aprovar.
O ministro comentou que a ideia de aumentar o numero de dia que os estudantes passam dentro das escolas apareceu após os resultados de diversas pesquisas. “Estudos têm correlacionado o aprendizado com o tempo que a criança fica exposta no ambiente escolar”, explicou. Segundo Haddad, a ideia deve ficar mais consistente após o Plano Nacional de Educação ser aprovado pela Câmara dos Deputados.


ACRISE DAS DEMOCRACIAS

JOGOS OLIMPICOS MODERNOS

O símbolo das olimpíadas é composto por cinco anéis entrelaçados, representando os cinco continentes: Oceania (verde), Ásia (amarelo), África (preto), Europa (azul) e América (vermelho), cada um representado por uma cor.
Os jogos olímpicos tiveram origem na cidade de Olympia, na Grécia Antiga, local onde se realizavam competições de diversas modalidades esportivas entre as cidades da Grécia. Esses jogos eram realizados em homenagem aos deuses e os ganhadores voltavam para as suas cidades exaltados como heróis. Além do motivo religioso os jogos eram realizados como uma espécie de confraternização entre as cidades gregas para manter a paz e a harmonia.
Os primeiros jogos olímpicos da era moderna foram realizados em Atenas, em 1896, participaram destes jogos 285 atletas de 13 países, disputando provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro e um ramo de oliveira.
Freqüentemente se utiliza o termo Olimpíada para designar o evento dos jogos olímpicos. Olimpíadas, tecnicamente, é o período de quatro anos compreendido entre uma edição e outra dos jogos olímpicos.
Os jogos olímpicos acontecem de quatro em quatro anos e reúne atletas de quase todos os países do mundo. A premiação é dada para os três primeiros colocados de cada modalidade esportiva. Para o primeiro colocado, a medalha de ouro, para o segundo a de prata e para o terceiro a de bronze. A classificação dos países vai acontecendo de acordo com a quantidade de medalhas de ouro obtidas, em caso de empate são contadas as de prata, persistindo o empate são contadas as de bronze.
Inicialmente os jogos eram disputados por atletas amadores. Só no século XX a competição foi aberta para atletas profissionais.
Ana Paula de Araújo.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CARTA TESTAMENTO DE GETÚLIO VARGAS

   "Mais uma vez, a forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
  Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.
 Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.
  Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
 Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.
E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História." (Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A INDEPENDENCIA DA ARGÉLIA

No século XIX, a onda neocolonialista impeliu os franceses a empreenderem a dominação do território argelino. Valendo-se de débeis justificativas ligadas à ação de piratas na região e o respeito às suas autoridades, o governo francês desenvolveu a invasão da Argélia em 1830. Já nesse momento, a resistência da população local impôs uma delicada situação de conflito que só veio a ser estabilizada a partir de 1848.
 Ao longo do processo de colonização, observamos que colonos de várias nações europeias ocuparam a região norte da Argélia à procura das terras férteis disponíveis naquele espaço. O processo de desapropriação dos nativos impôs a primeira diferenciação entre os argelinos e europeus, que eram costumeiramente chamados de “pés pretos” por conta da qualidade das terras que conquistaram.
Durante sua estada no controle da Argélia, os franceses cooptavam as elites locais oferecendo importantes cargos de chefia e abrindo a porta de suas instituições de ensino aos filhos dessa elite. Com o passar do tempo, essa elite educada sob os moldes europeus organizou um discurso político contrário à presença francesa em território argelino. Foi daí que o processo de independência conquistava seus primeiros passos.
Resistindo ao fortalecimento desse movimento autonomista, a França resolveu conceder, em 1947, a extensão da cidadania francesa a todos os argelinos e permitir que muçulmanos também ocupassem cargos públicos. Apesar da ação, esse mesmo ano foi marcado pela fundação da Frente de Libertação Nacional (FLN), que alimentava a realização de uma luta pela independência do povo argelino.
Entre os anos de 1954 e 1955, o movimento de independência acabou alimentando diversas situações de conflito que aproveitavam da derrota francesa na guerra do Vietnã e o apoio da opinião internacional. Inicialmente, o governo francês tentou resistir à situação realizando prisões arbitrárias, torturas e ações de natureza terrorista. Contudo, mediante a resistência, o presidente Charles de Gaulle aceitou a independência argelina ao assinar um termo que reconhecia a soberania política da Argélia, em 1962.
A partir de então, a Argélia se transformou na República Popular Democrática da Argélia e tem como presidente eleito Ahmed Bem Bella. Fundado em princípios socialistas, o novo governo conta com a participação única da Frente de Libertação Nacional como partido político. Ainda hoje, as disputas políticas e a miséria impedem o desenvolvimento desta nação norte-africana.
Rainer Sousa

GUERRA DE CANUDOS

A saga dos migrantes nordestinos em busca de melhores condições de vida tem se repetido ao longo da história do Brasil de forma constante. Em alguns momentos o drama desses retirantes rendeu muito mais do que tragédias familiares ou dramas pessoais. Um desses episódios marcantes foi a brutal Guerra de Canudos, ocorrida no sertão da Bahia. Descontentes com a seca, a fome e a espoliação dos coronéis que dominavam o interior do nordeste, vários homens e mulheres se renderam as promessas de que seriam levados por um beato a salvação, a terra escolhida por Deus, ao paraíso prometido nos dizeres bíblicos.
Há um misto de falta de informação (ou ignorância), credulidade religiosa extremada, desesperança com as condições em que viviam e insatisfação total com os desmandos dos poderosos do açúcar que nos ajudam a entender os motivos que levaram tão grande número de pessoas a seguir Antônio Conselheiro, o tal beato que lhes prometia o ceú às custas de enormes sacrifícios e dores de cada um dos peregrinos. À medida que sua fama aumentava e o povoado do Belo Monte surgia no meio de um terreno árido e de poucas perspectivas, mais e mais pessoas se dirigiam para a pequena vila desses excluídos.
Aumentava também a preocupação dos donos de terras que, receosos de que o exemplo dado por Conselheiro e seus seguidores pudesse criar novas vilas como o Belo Monte e ameaçasse a sagrada propriedade buscaram o auxílio do novo governo republicano para que pudessem derrotar a ameaça que se impunha. Para tanto criaram algumas justificativas que fizeram com que para a região fossem despachadas algumas dezenas de soldados, equipados com recursos obsoletos, mal treinados e sem qualquer conhecimento prévio sobre a região e o que lhes esperava.
O resultado não podia ser outro, arrasados pelos temíveis jagunços liderados por um lunático que se considerava o Messias em busca de Canaã, os soldados debandaram e desse ato veio a certeza de que o adversário era muito mais poderoso do que se imaginava a princípio.
O início da história, narrado acima retrata apenas parcialmente o que foi chamado em uma das várias obras sobre o ocorrido como sendo "a guerra do fim do mundo" escrita por Mario Vargas Llosa; não deixa de ter lógica a afirmação contida no título da obra de Llosa pois, Conselheiro e seus seguidores eram muito mais do que apenas fanáticos religiosos, constituiam-se num retrato do Brasil que mesmo depois da terrível violência que se abateu sobre aquela região e aquelas pessoas, continua a existir. Tanto é assim que anos depois, em uma de suas obras de referência (Retirantes), o pintor Cândido Portinari, retratou o fenômeno das migrações internas que ocorre periodicamente em terras brasileiras. Recentemente, situações idênticas foram alvo da fotografia do premiadíssimo brasileiro Sebastião Salgado, ampliando seu foco para as misérias do mundo e visualizando um pouco do Brasil que poucos habitantes das cidades tiveram a oportunidade de conhecer.
A miséria que move os migrantes de ontem e de hoje, é a mesma do período da Guerra de Canudos, assim como, continua ironicamente "alimentando" novas travessias, fugas dos autênticos "campos de concentração" que se estabelecem nas regiões mais secas do sertão nordestino, onde o gado emagrece e morre esturricado, onde as pessoas ficam doentes e desnutridas, podendo-se enxergar seus ossos como se elas também fossem prisioneiras vitimadas pelo holocausto.
O diretor Sérgio Rezende, que já produziu outros filmes que apresentavam temática histórica como "Lamarca" e "Mauá - O imperador e o rei", reuniu um elenco de atores globais (Paulo Betti, José Wilker, Cláudia Abreu, Marieta Severo, Selton Mello), fez uma boa reprodução de época, criou uma narrativa baseada na saga de uma entre as várias famílias de migrantes que acompanharam o beato Conselheiro e produziu um filme de caráter épico. Utilizou toda a dramaticidade da vida dos retirantes e a movimentada história da ação das tropas brasileiras em confronto com os conselheiristas e recriou o choque entre os emblemas do novo (a república recém-empossada) e do arcaico (o império defendido por Conselheiro em algumas de suas pregações).
Wilker como Conselheiro representa uma guinada de 360° na história do cinema nacional, o ator que foi um ícone no final dos anos 1970 como o Vadinho de "Dona Flor e Seus Dois Maridos" e que representou um dos viajantes da alegre e mística caravana de "Bye Bye Brasil" voltava ao interior do país, dessa vez não mais como um malandro, enganador, jogador e mulherengo. Dessa vez, ele era a encarnação do mal para uns e da salvação para outros, um religioso extremado, que condenava os abusos do álcool e da carne.
"Guerra de Canudos" também nos deixa com dúvidas, quanto ao caráter dos envolvidos no conflito do título, quanto a quem estava com a razão, quanto a o que aconteceria se o Belo Monte não fosse destruído. O filme serve como um elemento para que entendamos a destacada fibra do sertanejo, descrita por Euclídes da Cunha no clássico livro "Os Sertões" e para que possamos vislumbrar mazelas do Brasil de ontem que continuam muito vivas hoje em dia. A miséria e a fome dos flagelados da seca que migram para regiões mais prósperas continua e não nos deixa esquecer!
Indicado para se utilizar em aulas de literatura, história, geografia, filosofia, atualidades ou ética. Nos possibilita discutir não apenas o conflito vivido no final do século XIX, nos primeiros anos da república brasileira mas, também, as questões da atualidade (migrações, miséria, fome, a geografia da pobreza), o clássico livro de Euclídes da Cunha, o Movimento dos Sem-Terra (só a título de sugestão, procurem fotos do conflito, tiradas no final da Guerra, e comparem com o material do livro de Sebastião Salgado, "Terra"!),...
Fonte:CineWeb.



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

BANDEIRA DO BRASIL



A bandeira do Brasil foi instituída a 19 de novembro de 1889, ou seja, 4 dias depois da Proclamação da República. É o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro. Neste contexto, em vez do escudo Imperial português dentro do losango amarelo, foi adicionado o círculo azul com estrelas na cor branca. O dia 19 de Novembro é comemorado, em todo o território nacional, como o Dia da Bandeira. Nesta data ocorrem comemorações cívicas, acompanhadas do Hino à Bandeira. As quatro cores da Bandeira Nacional representam simbolicamente as famílias reais de que descende D.Pedro I, idealizador da Bandeira do Império. Com o passar do tempo esta informação foi sendo substituída por uma adaptação feita pelo povo brasileiro. Dentro deste contexto,  o verde passou a representar as matas, o amarelo as riquezas do Brasil, o azul o seu céu e o branco a paz que deve reinar no Brasil. A inscrição "Ordem e Progresso", sempre em verde, é uma forma abreviada do lema político positivista cujo autor é o francês Auguste Comte: O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ALEMANHA OCIDENTAL E ALEMANHA ORIENTAL

GUERRA DE CANUDOS

Situação do Nordeste no final do século XIX (contexto histórico)
- Fome – desemprego e baixíssimo rendimento das famílias deixavam muitos sem ter o que comer;
- Seca – a região do agreste ficava muitos meses e até anos sem receber chuvas. Este fator dificultava a agricultura e matava o gado.
- Falta de apoio político – os governantes e políticos da região não davam a mínima atenção para as populações carentes;
- Violência – era comum a existência de grupos armados que trabalhavam para latifundiários. Estes espalhavam a violência pela região.
- Desemprego – grande parte da população pobre estava sem emprego em função da seca e da falta de oportunidades em outras áreas da economia.
- Fanatismo religioso: era comum a existência de beatos que arrebanhavam seguidores prometendo uma vida melhor.
Dados da Guerra de Canudos:
- Período: de novembro de 1896 a outubro de 1897.
- Local: interior do sertão da Bahia
- Envolvidos: de um lado os habitantes do Arraial de Canudos (jagunços, sertanejos pobres e miseráveis, fanáticos religiosos) liderados pelo beato Antônio Conselheiro. Do outro lado as tropas do governo da Bahia com apoio de militares enviados pelo governo federal.
Causas da Guerra:
O governo da Bahia, com apoio dos latifundiários, não concordavam com o fato dos habitantes de Canudos não pagarem impostos e viverem sem seguir as leis estabelecidas. Afirmavam também que Antônio Conselheiro defendia a volta da Monarquia.
Por outro lado, Antônio Conselheiro defendia o fim da cobrança dos impostos e era contrário ao casamento civil. Ele afirma ser um enviado de Deus que deveria liderar o movimento contra as diferenças e injustiças sociais. Era também um crítico do sistema republicano, como ele funcionava no período.
Os conflitos militares
Nas três primeiras tentativas das tropas governistas em combater o arraial de Canudos nenhuma foi bem sucedida. Os sertanejos e jagunços se armaram e resistiram com força contra os militares. Na quarta tentativa, o governo da Bahia solicitou apoio das tropas federais. Militares de várias regiões do Brasil, usando armas pesadas, foram enviados para o sertão baiano. Massacraram os habitantes do arraial de Canudos de forma brutal e até injusta. Crianças, mulheres e idosos foram mortos sem piedade. Antônio Conselheiro foi assassinado em 22 de setembro de 1897.
Significado do conflito
A Guerra de canudos significou a luta e resistência das populações marginalizadas do sertão nordestino no final do século XIX. Embora derrotados, mostraram que não aceitavam a situação de injustiça social que reinava na região.
Fonte: Sua Pesquisa.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O CICLO DO CAFÉ

O café chegou ao Brasil, na segunda década do século XVIII, através de Francisco de Melo Palheta. Estas primeiras mudas foram trazidas da Guiana Francesa. No século XIX, as plantações de café espalharam-se pelo interior de São Paulo e Rio de Janeiro. Os mercados nacionais e internacionais, principalmente Estados Unidos e Europa, aumentaram o consumo, favorecendo a exportação do produto brasileiro.
Com a queda nas exportações de algodão, açúcar e cacau, os fazendeiros sentiram a grande oportunidade de obterem altos lucros com o “ouro negro”. Passaram a investir mais e ampliaram os cafezais. Na segunda metade do século XIX, o café tornou-se o principal produto de exportação brasileiro, sendo também muito consumido no mercado interno.

Os fazendeiros, principalmente paulistas, fizeram fortuna com o comércio do produto. As mansões da Avenida Paulista refletiam bem este sucesso. Boa parte dos lucros do café foi investido na indústria, principalmente de São Paulo e Rio de Janeiro, favorecendo o desenvolvimento deste setor e a industrialização do Brasil. Muitos imigrantes europeus, principalmente italianos, chegaram para aumentar a mão-de-obra nos cafezais de São Paulo.

Conseqüências do Ciclo do Café

- A economia brasileira ficou muito dependente das exportações de café. Quando o preço do produto caia, o governo brasileiro comprava estoques e queimava para aumentar o preço (política de valorização do café).
- Concentração do poder político e econômico na região Sudeste.
- Aumento do desenvolvimento industrial e urbano no Sudeste.
- Imigração européia para as lavouras de café e indústrias do Sudeste.
- Construção de ferrovias para escoar a produção de café do interior de São Paulo para o porto de Santos.
Fonte: Sua Pesquisa.